Ai do nada teu mundo se desfaz
E o mundo se desfaz
E ai? Como é que faz?
Ai do nada, teu mundo se desfaz
Teus pais já não se entendem mais
Você e seus irmãos
Quase que não se vêem mais
Um sai, o outro nem em casa para
Ai cê se dá conta
Que isso é a vida, tipo umas pauladas
Mas se, nada desse errado
A vida não daria certo né
Que é com os erros
Que cê fica esperto, correto?
Então, não queira ter o mundo
Não, na palma da sua mão
Saudade daquele tempo
“Ô filha, que cê tava fazendo?”
“ô mãe, to fazendo lição.”
E ela falava pra eu deixar lá
Não fazer nada agora não
Deixava a cara de mandona
E me chamava pra deitar
Lá com ela no colchão
Hoje nem me diz mais nada
Toda atordoada, entendo
Só espero que essa tarde
20 minutinhos pra gente conversar
Dê tempo, entendo
Tua vida corrida pra dar pra gente o melhor
Mesmo com cê todo dia
A saudade vem sem dó
Cê vê?
Hoje não assistimos mais nem um DVD
Mas vou falar procê
Ta perdoada né, porque
Também não passa nada de bom nessa TV
Ô pai, conversa ai com o Fe
Sei que a gente ta grande
Mas a gente ainda precisa muito
Da mãe e de você
Sem ver, o tempo que correu, tão rápido
Antes era daora, era engraçado
Era noiz que lavava o carro
Hoje ele vai logo pro lava rápido
Saudade dos domingos
Era dia de pastel de feira
E mãe, cê fazia cada sobremesa
E a gente nem direito se conhece mais
A vida obrigou
Eu e o Fe a crescer
Viramos pai e mãe de família
Sem nem por no mundo um bebê
E a gente, não sabe o que vai ser
Amanhã, ou depois
Mas vocês ensinaram
Muitas coisas boas pra nós dois
E uma pra gente vai ser sempre assim
Se não tiver vocês
A gente vai continuar
Porque somos desde sempre
Pra sempre
Eu e o Fe
Juntos até o fim.