Vem e invade, não liga se tá tarde, faz arder
Difícil liberdade, lembranças vem prender
Pensamento fixa, voa, sem arrepender
Faz emaranhar olhos, sorrisos aparecer
Maos suar, coração rápido bater
Querer ser assassino, mas não como os da TV
Juntar tudo numa caixa e esconder
Tudo que me faz lembrar você
Crônica, resenha, enredo
Vem na calada da noite, deixa tudo em segredo
Dá, mas não dá medo
E as vezes faz morrer
Mas não tem enterro...
Vem pra morar na melhor casa, coração
Entra, deixa tudo bagunçado, sai, sem ter noção
Complica... Cê acha que ela já foi mas por ali ainda habita
Toda prosa, vem e vai sem ter hora
Amassa, aperta, dói... Nossa senhora
Lady em qualquer lugar, mas é fria
Ninguém quer deixar entrar
É querer e não poder
É sinônimo, antônimo
Do mesmo jeito que as vezes vem e conforta
Também vem e perturba
É como jazz, leve, solto...
Mas também é rock, hardcore que te deixa louco
É carnaval, inverno, febre
Gritar pra não ficar rouco
É problema, só tem uma solução
Mas até chegar nela, as lembras te deixam louco, então
Crime perfeito
Feitiço, não deixa suspeitos
Você muda... Não há remédio, é sério, escuta
Ela dói, e faz tirar as cores das ruas
Dói, como cada chamada perdida tua
Esperta, traz o perfume no ar como alerta
Desculpa esfarrapada
E hoje eu queria te ligar
Nem que fosse só pra te ouvir dizer alô
E desligar sem falar nada
Será que um dia vai embora?
Bagunceira que é
Iria, mas esqueceria alguma coisa e voltaria sem demora
Será que cicatriza?
É ferida aberta, acho que vou levar pro resto da vida
Tanta memória na bagagem
Talvez isso tudo se resolveria se eu te visse, sabe?
Um vazio preenchido por promessas
Mágoas, e talvez esteja sem direção
Por falta de manual ou placas nessa parada
Longa estrada, o sentimento que quase não mais me cabe
E de qualquer jeito que fosse, por mais que seja ruim
Eu queria ser assassina só pra matar essa saudade
Assassina só pra matar essa saudade - Mais uma minha! #blessed