sábado, fevereiro 2

Eu mergulhei em muitos rios com o objetivo de voltar as margens com a alma lavada. Mas que tola, não precisava mergulhar ou ao menos molhar os pés. Então, eu chorei e, chorei e, chorei. E assim então minha alma se lavou, eu fiquei pura, pura de amor. Pura de algumas dores ocultas e caladas que, gritavam num quarto branco cheio de eco que passaram a me torturar sem eu perceber. Ou alguém perceber. Então eu encarei modéstias, esperanças, orgulhos, tudo o mais, e mais, encarei o amor. Encarei você. Ali na minha frente, tão sóbrio e, nossa, jogando aquele feitiço hipnotizador de seus sorrisos e gargalhadas. Ah.

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